Traçou na imaginação as primeiras retas,
com o dedo desenhou no ar,
desde criança já despontava pra arte,
com curvas e ângulos conquistaria o mundo,
da Igreja ao Museu,
de São Paulo a Brasília,
do Rio de janeiro a Minas,
neste mundo de meu Deus,
deixou a sua marca,
foi o menino que virou ateu,
mas até a casa de Deus modernizou,
podia ser um ateu,
porque até Deus ele conquistou.
O mestre ele virou,
a sua arte era a arquitetura,
foi o homem de mil corações,
era mais cristão mesmo sendo ateu,
porque o amor fraternal pregou,
repartiu o que tinha,
compartilhou e ajudou o seu semelhante,
tinha uma amor imenso,
como é imensa a torcida da fiel,
era mais um louco,
partiu vendo o Timão ganhar uma Libertadores,
foi feliz,
mas ainda queria trabalhar,
a sua mente era incansável,
mas era acima de tudo amável.
Entrou para o História,
como o Mestre da Arquitetura,
mas para nós brasileiros,
como um vencedor,
que pregou o amor,
deixou a sua herança,
entre as curvas e retas,
entre prédios e monumentos,
dentro de cada um plantou uma semente,
de trabalho e amor ao país,
que planejou em uma prancheta
a sua nova Capital,
Brasilia dos brasileiros,
orgulho de ser desta santa terra,
a terra do mestre Oscar,
O Mestre da Arquitetura,
que vestiu a sua armadura e foi a luta,
na arte de desenhar planejar,
os seus lindos arranhas-céus.
MÁRCIA MOLARINO _ Direitos Reservados.