O tambor dos ancestrais
é sentido nas almas
dos descendentes,
a raiz é muito presente,
o cheiro do mato,
a erva da vida,
o canto do pássaro,
a sinfonia da liberdade,
as águas caindo das cachoeiras,
os braços abertos
trazendo a nascente amiga,
o rio nascendo em cada um,
desabando em seus corações
as canções tupi-guarani.
A terra molhada,
a colheita da vida em abundância,
a criança de pés descalços,
o canto da vida ecoada no som do tambor,
acordando bem devagarinho
o índio que habita em mim,
sinto o cheiro da relva,
a dança da chuva,
a beleza do cocar,
a sedução no olhar
da virgem dos lábios de mel,
a sereia do Amazônia,
a menina da aldeia,
tecendo a sua renda,
no balançar da sua rede,
desenhando na sua arte
um pedaço do meu brasil,
a sua linda tradição,
que dá brilho ao meu coração.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
domingo, 18 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
ÁGUA.
Água que acalma a minha alma,
que molha o meu corpo,
que cai do céu em formas de gotas,
as lágrimas de Deus,
que purifica o meu caminho,
consola o meu coração,
enquanto espero o meu amado,
para enxugar o meu corpo
com suas carícias e beijos.
Água que banha o meu corpo,
que me envolve com o teu corpo,
que contempla o nosso desejo,
na entrega dos nossos corpos molhados,
saciando o nosso prazer,
nos envolvendo na essência da loucura,
nos delírios da sedução,
nos gemidos da entrega,
desta louca paixão.
Água que cai do céu,
enquanto eu te contemplo de longe,
molha o meu corpo e lava minha alma,
carrega para longe a tristeza que sinto,
é saudade de ti,
porém em dias de chuva,
a tua imagem se desenha nas gotas
da chuva na vidraça,
sorrindo para mim.
Água que mostra o contorno do meu corpo,
seduz a minha imaginação,
eleva a minha emoção,
deixa nua a minha alma,
escancara os meus sentimentos,
revela o meu medo,
da minha menina não sentir
o teu corpo ao meu,
saciando os meus desejos.
Água que molha relva,
onde irei rolar contigo,
sentir-me em um paraíso,
ser loba e felina,
ser mulher e menina,
ser donzela e feiticeira,
ser a tua dose perfeita,
entre o remédio e o veneno,
entre a cura e a perdição,
ser apenas tua,
nua e paixão.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
que molha o meu corpo,
que cai do céu em formas de gotas,
as lágrimas de Deus,
que purifica o meu caminho,
consola o meu coração,
enquanto espero o meu amado,
para enxugar o meu corpo
com suas carícias e beijos.
Água que banha o meu corpo,
que me envolve com o teu corpo,
que contempla o nosso desejo,
na entrega dos nossos corpos molhados,
saciando o nosso prazer,
nos envolvendo na essência da loucura,
nos delírios da sedução,
nos gemidos da entrega,
desta louca paixão.
Água que cai do céu,
enquanto eu te contemplo de longe,
molha o meu corpo e lava minha alma,
carrega para longe a tristeza que sinto,
é saudade de ti,
porém em dias de chuva,
a tua imagem se desenha nas gotas
da chuva na vidraça,
sorrindo para mim.
Água que mostra o contorno do meu corpo,
seduz a minha imaginação,
eleva a minha emoção,
deixa nua a minha alma,
escancara os meus sentimentos,
revela o meu medo,
da minha menina não sentir
o teu corpo ao meu,
saciando os meus desejos.
Água que molha relva,
onde irei rolar contigo,
sentir-me em um paraíso,
ser loba e felina,
ser mulher e menina,
ser donzela e feiticeira,
ser a tua dose perfeita,
entre o remédio e o veneno,
entre a cura e a perdição,
ser apenas tua,
nua e paixão.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
TERNURA.
Desbravar os oceanos,
escalar os alpes,
navegar em tormentas,
suportar terremotos,
é muito mais simples
do que dominar sentimentos.
Na rebeldia do sentimento
a ternura fica escondida,
entre o medo de revelar-se,
o pavor do sofrimento,
entre o abismo da ilusão,
e a tragédia de uma desilusão.
Amar é correr todos os riscos,
é enfrentar a imperfeição do amado,
aceitar os erros e fraquezas,
deixar as lágrimas cair,
sorrir com dor,
enfrentar com bravura o desamor.
Amar é viver entre a dor e a ternura,
é saber que o amor pode não vir,
mas que terá que sorrir,
desvencilhar das intrigas,
renascer das cinzas,
perdoar o imperdoável.
Amar é cantar em versos e prosas,
as dores e alegrias do amor,
é chorar quando está feliz,
é sorrir da própria desgraça,
de não ter graça o seu sofrer,
de mostrar o coração em chagas.
Amar é um verbo de paz,
com estrofe de dor,
com rima de flor,
com ternura nos olhos,
com um coração em chama,
gritando o nome de quem se ama.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
escalar os alpes,
navegar em tormentas,
suportar terremotos,
é muito mais simples
do que dominar sentimentos.
Na rebeldia do sentimento
a ternura fica escondida,
entre o medo de revelar-se,
o pavor do sofrimento,
entre o abismo da ilusão,
e a tragédia de uma desilusão.
Amar é correr todos os riscos,
é enfrentar a imperfeição do amado,
aceitar os erros e fraquezas,
deixar as lágrimas cair,
sorrir com dor,
enfrentar com bravura o desamor.
Amar é viver entre a dor e a ternura,
é saber que o amor pode não vir,
mas que terá que sorrir,
desvencilhar das intrigas,
renascer das cinzas,
perdoar o imperdoável.
Amar é cantar em versos e prosas,
as dores e alegrias do amor,
é chorar quando está feliz,
é sorrir da própria desgraça,
de não ter graça o seu sofrer,
de mostrar o coração em chagas.
Amar é um verbo de paz,
com estrofe de dor,
com rima de flor,
com ternura nos olhos,
com um coração em chama,
gritando o nome de quem se ama.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
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