sexta-feira, 2 de novembro de 2012

TERNURA.

Desbravar os oceanos,
escalar os alpes,
navegar em tormentas,
suportar terremotos,
é muito mais simples
do que dominar sentimentos.

Na rebeldia do sentimento
a ternura fica escondida,
entre o medo de revelar-se,
o pavor do sofrimento,
entre o abismo da ilusão,
e a tragédia de uma desilusão.

Amar é correr todos os riscos,
é enfrentar a imperfeição do amado,
aceitar os erros e fraquezas,
deixar as lágrimas cair,
sorrir com dor,
enfrentar com bravura o desamor.

Amar é viver entre a dor e a ternura,
é saber que o amor pode não vir,
mas que terá que sorrir,
desvencilhar das intrigas,
renascer das cinzas,
perdoar o imperdoável.

Amar é cantar em versos e prosas,
as dores e alegrias do amor,
é chorar quando está feliz,
é sorrir da própria desgraça,
de não ter graça o seu sofrer,
de mostrar o coração em chagas.

Amar é um verbo de paz,
com estrofe de dor,
com rima de flor,
com ternura nos olhos,
com um coração em chama,
gritando o nome de quem se ama.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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