sábado, 22 de fevereiro de 2014

TEU CORPO _ SOL.

Pelos caminhos que desbravei
o teu corpo foi o que mais desejei,
nas noites frias do inverno,
desejei que fosse o meu acalento,
nas tardes de verão
o meu frescor,
nas madrugadas do outono,
o meu consolo,
nas manhãs da primavera
ter sido a sua donzela.


Teu corpo é o meu santuário,
onde desejo misturar loucura e emoção,
prazer com razão,
delírios com paixão,
medo com coragem,
desafios com vitórias,
gritos com risos,
apenas para sentir nos teus braços,
o prazer de ser a tua amada,
louca e dominada.


Teu corpo é a minha direção,
pela tua voz traçarei o meu caminho,
pelo teu olhar o meu destino,
para encontrar o desejo
que em teu corpo irei saciar,
não quero apenas uma noite de prazer,
quero que tu sejas o meu bem querer,
a loucura bebida na tua boca,
o prazer devorado no meu corpo,
apenas ser o teu amor.

MÁRCIA MOLARINO _ (DIREITOS RESERVADOS).

SAUDADE DO FRIO OU PELO MENOS DO TEMPO BIPOLAR.

Minha cabeça parou,
o cérebro hibernou,
dei um tranco,
tudo voltou ao normal,
era o frio congelando devagarinho
o meu pensamento,
cruel este gelo,
de manhã uma neblina sem fim,
depois vai esquentando,
no meio dia tenho a nítida certeza,
estou no verão,
a tarde vai partindo,
não tenho mais dúvidas,
estou no Alasca,
ai que desgraça.

Agora não tem graça,
ou estamos no inferno,
no forno ou na fogueira,
ar-condicionado não é mais luxo,
passou a ser o aparelho mais cobiçado,
que tem não é rico,
mas sente-se em um paraíso,
vamos ser sinceros,
que saudade do frio ou
pelo menos do tempo bipolar,
podíamos estar no inferno,
mas de noite o tempo era gostoso,
um geladinho excitante,
que venho meu amor este frio delirante,
não aguento mais viver neste calor escaldante.

MÁRCIA MOLARINO _ (DIREITOS RESERVADOS).