O tambor dos ancestrais
é sentido nas almas
dos descendentes,
a raiz é muito presente,
o cheiro do mato,
a erva da vida,
o canto do pássaro,
a sinfonia da liberdade,
as águas caindo das cachoeiras,
os braços abertos
trazendo a nascente amiga,
o rio nascendo em cada um,
desabando em seus corações
as canções tupi-guarani.
A terra molhada,
a colheita da vida em abundância,
a criança de pés descalços,
o canto da vida ecoada no som do tambor,
acordando bem devagarinho
o índio que habita em mim,
sinto o cheiro da relva,
a dança da chuva,
a beleza do cocar,
a sedução no olhar
da virgem dos lábios de mel,
a sereia do Amazônia,
a menina da aldeia,
tecendo a sua renda,
no balançar da sua rede,
desenhando na sua arte
um pedaço do meu brasil,
a sua linda tradição,
que dá brilho ao meu coração.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
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