sábado, 22 de fevereiro de 2014

SAUDADE DO FRIO OU PELO MENOS DO TEMPO BIPOLAR.

Minha cabeça parou,
o cérebro hibernou,
dei um tranco,
tudo voltou ao normal,
era o frio congelando devagarinho
o meu pensamento,
cruel este gelo,
de manhã uma neblina sem fim,
depois vai esquentando,
no meio dia tenho a nítida certeza,
estou no verão,
a tarde vai partindo,
não tenho mais dúvidas,
estou no Alasca,
ai que desgraça.

Agora não tem graça,
ou estamos no inferno,
no forno ou na fogueira,
ar-condicionado não é mais luxo,
passou a ser o aparelho mais cobiçado,
que tem não é rico,
mas sente-se em um paraíso,
vamos ser sinceros,
que saudade do frio ou
pelo menos do tempo bipolar,
podíamos estar no inferno,
mas de noite o tempo era gostoso,
um geladinho excitante,
que venho meu amor este frio delirante,
não aguento mais viver neste calor escaldante.

MÁRCIA MOLARINO _ (DIREITOS RESERVADOS).

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