sábado, 18 de julho de 2020

OBSCURIDADE.

Deixei obscuro o que minha alma não quis revelar
quem sabe o medo de que outrora ainda voltasse com
muita força me incomodar, ainda que eu tenha
deixado claro que minha alma não o quis.

A obscuridade de minha alma não é opaca
pelo contrário, está em linhas escritas com lágrimas
não deixei o papel ficar liso, manchou com as águas
que de minha face escorreram, não deixei a dor me devora.

Hoje ainda sangra o coração que partiu e saiu sem dor
porque não senti culpa por amor que não despertei
pelo contrário, não fui e nem serei troféu de ninguém
ainda posso voar, sou águia em pleno voo.

A claridade de minhas palavras chocaram, mas apenas
aqueles que nunca conheceram a verdade do que amar
eu não cobrei o que devia, quem sabe este foi o meu erro
deixei partir sem que pagassem o mal que fizeram.

Matar sentimentos é sobreviver em um mundo de sombras
que não conhecem e nunca conheceram verdadeiros olhares
a verdade brilha nos olhares de quem realmente amam
acordar e ainda saber que o mal jamais vencerá o bem.

Eu ainda acredito no amor, meus valores são maiores que as
minhas dores, nada irá corromper os meus valores, quiça
falsos sentimentos de pessoas sem caráter e que necessitam
usarem do poder para conseguirem o que desejam, comigo isso não funciona.

Márcia Molarino. Direitos Reservados.


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