quarta-feira, 23 de maio de 2012

MEU AVESSO.

A lua que desenha a noite,
o luar que entra pela janela,
a estrela que clareia,
o frio que entra pela porta ao anoitecer,
o brilho do sol se despedindo,
nascendo no  olhar do menino um carisma,
a beleza do sentimento perfeito na primeira poesia,
assim é o meu avesso,
com  perfume de flor.

O brilho no olhar do homem que desejo amar,
o carinho da criança,
a flor desabrochando,
a água brotando das pedras,
o rio correndo para o penhasco,
criando uma linda queda d'água,
assim é o meu avesso,
um eterno recomeço.

Meu avesso é um anjo com uma doce voz,
esbelto de sorriso fácil,
um menino no corpo de um homem,
uma voz com olhos de esmeralda,
assim é o meu avesso,
meu lado de dentro por ele foi habitado,
já não sou eu,
mas ele em mim,
até o seu perfume de rosas,
penetrou em minha alma,
agora o meu avesso é feito de canção.

Meu domínio é dividido,
entre a fera e o poder,
a menina e a doutora,
o certo é o que eu desejo,
o que devo fazer e o que sinto vontade,
duas partes que se encaixam,
o meu avesso é o meu anjo,
por ele o meu mundo escorre,
entre os dedos e as mãos,
entre o corpo e a alma,
porque o meu avesso é coração,
é o meu anjo em forma de canção,
minha doce e mais bela inspiração.


MÁRCIA MOLARINO - (Direitos Reservados).

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