domingo, 17 de junho de 2012

AQUARELA.

A minha vida é composta de cores abertas,
momentos desenhados pelo lápis de cor,
do meu amanhecer ao meu amor,
traço as retas e curvas, voo entre as nuvens,
contorno com o meu grafite as montanhas,
vou traçando a face amiga, vou brincando de aquarela,
transformando o meu dia a dia em uma linda tela
um dia já uma tela negra, mas uma canção a transformou
em um lindo arco-íris de amor

Hoje brinco entre as cores, o meu silêncio é vermelho,
da cor da minha paixão, meu coração tem a cor do sangue
misturada com o branco da tua rosa que trás luz ao meu viver
dependendo do dia ela pode ser cor de rosa 
em outros preto ou cinza, da dor que  minha alma estiver 
se unida ao meu silêncio se torna um vermelho vida,
unida a tua rosa, meu amor, se torna o buque perfeito
assim é a minha aquarela entre versos e rimas
minha cor nunca poderá ser neutra, porque o neutro
não é alma, e alma sem cor nunca poderá ser amor.

Meu voo é lilás,
meu sorriso azul,
minhas amizades amarela,
meu canto é terra,
só podia ser marrom,
minha vida é um arco-íris de emoções,
dependendo da minha caminhada,
pode ser até alaranjada,
a cor do crepúsculo,
a beleza da vida em um minuto, meu amor.

Sou feita de cores, minha áurea é brilhosa,
minha alma é branca ou preta, depende da tempestade,
depois será tão alva como a neve,
pura como o néctar dos deuses, soberana e sensível,
mas sonhadora e aprisionada,
pelo teu olhar de esmeralda,
meu lindo amor, que dominou o meu vermelho,
e libertou o meu preto da minha alma
deixando o branco do silêncio livre,
para voar para o teu ninho.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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