sexta-feira, 8 de junho de 2012

INVERNO.

O chão virou um tapete branco,
o céu se tornou cinza,
a água gelou,
o corpo encolheu,
a pele ressecou,
a chuva trouxe o vento frio,
a ressaca do mar invadiu à praia,
a rua ficou deserta,
a lareira foi acessa,
o vinho ficou quente,
as mãos se uniram,
finalmente o frio chegou.


O corpo pede algo quentinho,
pode ser um agasalho,
ou a mão do meu amor,
a paisagem é mais fria,
mas também é aconchegante,
o corpo pede complemento,
pode ser você meu bem,
o corpo esfria com o frio,
mas a alma é aquecida pela paixão,
pelo fogo ardente do coração,
nele habita o meu amor,
que esquenta o meu corpo com o seu calor.

O frio pede um complemento,
pode ser um casaco ou uma mão,
o casaco pode ser de lã
mas a mão tem que ser a tua minha paixão,
pede um corpo ou um vinho,
o vinho pode ser seco ou suave,
o corpo é o teu meu Lord "M",
pede uma lareira ou a chama,
a lareira pode ser qualquer uma,
a chama só a tua,
porque só você pode esquentar as minhas geleiras,
porque só tu meu amor
conheces o caminho do meu coração.

Quero neste inverno dormi na tua cama,
ser aquecida pelas tuas mãos,
ser acessa pela tua chama,
dormi nua enroscada no teu corpo,
ser uma menina no corpo de mulher,
ser a loucura e a demência
saciada com o teu prazer
quero nesta noite fria ser o teu bem querer,
depois adormecer,
hibernar no inverno da ilusão,
me perder nas tuas mãos,
gritar depois do prazer,
fui tua meu bem querer


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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