terça-feira, 31 de julho de 2012

FRIO

Lá fora a chuva cai,
dentro de mim um vazio,
uma parte do meu eu ficou contigo,
estou me sentindo despida,
do meu eu sem a tua canção,
e longe do teu olhar de menino
a estrada está vazia,
o cinza do céu me convida,
para mais uma tarde triste,
longe de ti, meu lindo querubim
meu amado jasmim.

A fria manhã já terminou,
com ela levou a saudade da noite,
mas ainda não lhe ouvi,
a saudade ainda persiste em mim,
no corredor frio da sala,
no aroma do café no bule,
tudo me lembra a tarde fria que me espera,
longe dos teus olhos,
distante do teu sorriso,
ausente das tuas mãos,
o meu corpo chora,
a saudade da tua boca cantando,
minha alucinação em forma de canção,
minha louca paixão,

A noite a temperatura é mais perturbadora,
vivo nua em uma cama sonhadora,
tentando fugir do frio que congela a minha alma,
tento encontrar acalento em ti, na tua canção
onde as tuas mãos é o meu sonho,
as tuas carícias o meu desejo,
a tua boca a minha bebida,
o teu corpo o manjar dos deuses,
o teu sorriso o meu paraíso,
o tua voz a minha sinfonia,
os teus beijos o meu premio,
a tua vida a minha ambição,
a tua alegria é o meu anseio,
deitar em minha cama e ouvir a tua canção
em seguida escrever a minha poesia de amor,
e dormir nos teus sonhos


MÁRCIA MOLARINO  _  (Direitos Reservados).

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