Amo o que não toco,
mas sinto o que amo,
minha alma viaja para junto do meu amado,
sinto a tua respiração,
toda a tua emoção.
Sinto o teu riso e teu pranto,
sinto a tua dor,
a dor que não vejo,
mas as lágrimas dos olhos caem,
só em pensar que tu sofres meu amado.
Loucura que me seca a boca,
corpo contorcido de frio e medo,
calafrios de agonia,
arrepios de temor,
só em pensar no sofrimento do meu amor.
Sentimentos que ultrapassam o corpo,
vai além da pele,
não vejo,
não é concreto,
mas consome todo o meu ser.
Não toco no meu amor,
não acaricio a minha paixão,
não beijo a tua felicidade,
não corro do teu lado,
mas sinto tudo isto no momento que penso no meu amado.
Amar não é possuir,
mas é me permitir,
é deixar a minha alma escolher a sua outra metade,
é deixá-la beijá-lo primeiro.
Se entregar nas nuvens,
correr ao encontro do vento,
viver na alma este delírio,
para depois chegar ao corpo,
e amar-te como uma louca.
Amar é sorrir mesmo com dor,
é ser feliz no desamor,
é ter esperança que germinará a semente,
mesmo quando o coração parecer vazio,
é saber perdoar o imperdoável,
é voar sem asas,
é ver sendo cego,
porque o amor é visto com os olhos da alma.
Amar vai além do corpo,
muitas vezes,
além da vida,
porque o amor nasce e cresce na alma,
o corpo sente este amor,
porém é na alma que ele poderá ser eterno,
porque o corpo acaba,
mas a alma é eterna,
e eterno o amor que sinto por ti meu Lord.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados)
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