quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

SAUDADE

Saudade esta dor que aperta o coração,
que deixa a boca amarga,
uma dor que parece não ter fim,
não tem hora para chegar,
nem hora para partir.

Os olhos ficam cheios de lágrimas,
paralisa o cérebro,
deixa o corpo dolorido,
todos conhecem estes sintomas,
mas ninguém conhece a cura,
deste mal que assola a humanidade,
que nos leva a loucura.

Este mal assola a todos,
contamina crianças,
adultos e idosos,
não tem idade ou classe social,
é uma doença generalizada em todos os sentidos.

Saudade de quem amamos,
por maior que seja o desejo de esquecer este amor,
não conseguimos.

Saudade de um passado,
tão longe ou tão perto,
de um dia ou uma década,
porém marcante,
se eternizou.

Saudade de uma flor,
de um cheiro,
de um gosto,
de um sabor,
que marcou.

Saudade do que não conseguimos explicar,
porque chegou tão de repente e depois partiu,
deixando um grande vazio.

Saudade de um amor não vivido,
mas tão almejado,
ao ponto de sentirmos saudade do que desejamos,
e ainda não vivemos.

Saudade do que era maravilhoso,
mais por ser tão ingênua,
não dei valor,
hoje só sinto dor.

Saudade pode ser boa ou não,
depende dos momentos,
se foi lindo ou sofrido,
mostrará em seu semblante,
com um lindo sorriso.

Saudade da brisa,
do vento desfazendo o meu cabelo,
da chuva molhando o meu corpo,
do sol e da lua,
quanta ternura.

Saudade da criança correndo,
do jovem tocando um lindo piano,
do adulto amando,
do idoso recordando.

Oh,
Quanta saudade!
Apenas saudade de outrora,
da nostalgia que nos envolve,
da boemia,
da alegria destes lindos momentos,
da tristeza escondida no peito,
dos momentos que ficaram apenas na memória.

Apenas saudade,
saudade do meu amor,
saudade do meu amado Lord.

MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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