No abismo desta vida,
por um triz não morri,
não adiantou fugir,
o meu erro cometi.
Ah, sim!
Eu errei quando não consegui fugir,
tempo hábil eu tive,
mas não acreditei na maldade alheia.
Errei quando voltei,
mas meu coração não queria acreditar em traição,
em vão pela vida caminhei,
o amor gritou eu regressei.
Meu erro foi não lutar,
tive medo de ser rejeitada,
mas de nada adiantou,
o amor aumentou.
Hoje à beira do abismo novamente estou,
lutando com unhas e dentes por este amor,
sabendo que feridas farei,
mas deste amor não mais fugirei.
Do amor não se pode fugir,
dos olhos do amado se esconder,
na alma ele habita,
apenas hiberna por algum tempo.
Acorda de repente,
como a fúria de um vulcão em erupção,
as lavas são jogadas para fora,
o amor é escancarado de novo pelo coração.
Tentar escapar deste amor,
sem novas marcas não dá,
a loucura é evidente,
o sofrimento é apenas consequência.
Mas o meu amor é maior,
maior que a minha culpa,
por ele luto contra o mundo,
a espera do teu beijo no crepúsculo.
Meu amor por ti meu amado
é maior que a minha consciência,
serei capaz de enterrar os meus valores,
para ser amada nos teus braços.
Este amor é o meu abismo,
ou quem sabe a minha salvação,
pode ser tudo ou nada,
só sei que desejo por ti ser amada.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
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