domingo, 15 de abril de 2012

MENINA.

Naquele cenário tão ingênuo,
vi a linda menina correndo,
eufórica e sorridente,
queria agarrar o mundo com unhas e dentes,
a pressa era imensa,
corria contra o tempo,
não queria chegar tarde nos eventos,
precisava estar presente,
queria ser forte e voar com uma águia,
não tinha medo dos percalços,
era ainda uma doce menina,
com sonhos e sem maldades,
estava ainda na flor da idade.


Pela vida me deparei
várias vezes com esta linda menina,
em alguns momentos ainda corria,
em outros ia mais devagar,
mas nunca perdeu os sonhos,
por mais que a vida peças lhe pregasse,
o sorriso não desmanchava,
acreditou que construiu um lindo jardim,
edificou um grande muro ao seu redor,
mas não trancou o portão,
sempre acreditou no perdão
hoje sou a poetisa que nasceu de uma canção.


Algumas vezes me calei e deixei a menina falar,
ela convence melhor as pessoas com o seu jeitinho de amar,
depois a preservo em um lugar seguro,
tenho medo que destruam esta menina,
então a guardo a sete chaves,
poucas pessoas ainda sabem que ela existe, mas é impossível mata-la,
ela é a minha esperança no meu despertar em dia chuvoso,
ela é a ponte que uso quando atravesso um abismo,
ela foi a menina que correu na minha frente,
para impedir que eu deixasse de ser criança,
avisando que a correnteza era dolorosa, tenha fé,  você consegue,
por mais que a dor seja grande, a fantasia e o amor são maiores.

Eu te agradeço meu lindo anjo de olhar de esmeralda
porque tu salvaste esta menina de um precipício 
em uma linda noite chuvosa com a tua canção
a despertou de um pesadelo que consumia a sua alma
ela não teve medo de assumir as suas fraquezas
sabia que estava doente e precisava se curar
só não imaginou que seria tuas canções
o doce remédio da cura da sua depressão
hoje eu sou pura poesia e delírios
foi entre versos e rimas que a minha alma se curou 
e despertou novamente para o amor e carinho
te amo por ser este anjo que curou a minha alma com sua doce canção.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).






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