quarta-feira, 4 de abril de 2012

OLHAR.

Olhar nos teus olhos,
desvendar a tua alma,
lapidar as tuas vontades,
penetrar em teu coração,
ser a tua paixão.


Olhar o azul do céu,
o verde do mato,
sentir a brisa beijando,
contemplar o horizonte,
ouvir o canto do vento,
olhar à praia, 
ter a linda sensação
de você correndo em minha direção,
olhar dentro do meu eu encontrar você.


Ver em teus olhos o meu brilho,
senti em tua boca o teu gosto,
senti no teu corpo o meu prazer,
ser o teu bem querer.


Relembrar o primeiro olhar,
mágico foi este momento,
sem pedir licença entrou em minha vida,
me dominou,
algemada fiquei,
me descontrolei,
tentei fugir da força do teu olhar,
não deu,
me entreguei ao teu olhar,
me apaixonei.


Tentei durante anos fugir do teu olhar,
não sonhar com a tua boca,
com os teus beijos ardentes,
não desejar o teu corpo,
não querer as tuas carícias.


Inútil esta tentativa de podar
o que já havia enraizado,
continuo te amando,
teu corpo desejando,
o meu amor aumentando,
eu procurando o teu olhar,
não consigo deixar de te amar.


Olhar a chuva escorrendo pelo vidro da janela,
como as lágrimas que escorre na minha face,
no meu corpo senti o frio da saudade,
da tortura em não vê-lo,
do desejo ardente da minha pele,
em ser possuída pelo teu corpo,
ser o teu bem querer,
simplesmente o teu prazer.


Procuro na poesia a tua carícia,
o nosso momento de prazer,
meu amado 
o teu amor é o alimento da minha alma,
a cura da minha loucura que não sara,
agravada pela tua  ausência,
que dilacera a minha alma de saudade,
com a distância do teu olhar,
aumenta a minha demência,
que sonha com a entrega do meu amor,
a paz finalmente encontrar.


Olhar na essência da minha alma,
nela teu olhar  encontrar,
nossas almas se beijarem,
juntas esperarem o momento
dos corpos se entregarem,
a partir de um simples olhar.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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