Contemplo no meu espelho a minha face,
não o rosto de carne que o tempo muda,
mas além dos meus olhos, tristeza que outrora existia
no fundo do meu coração, obscura por erros de outrem
a parte que escondo do mundo, por medo de sofrer outra vez
o meu lado mais profundo, as magoas que me causaram
a essência do meu eu era de dor, que foi curado por uma canção.
A verdade que grita dentro de mim,
apenas eu posso ouvir, foi a dor que eu calei
é o meu eu nu diante das verdades de todos,
não deixo que me imponha as suas verdades,
mesclo as duas, mas me resguardo
sou um conjunto de tudo,
sou um pouco de mim e do outro.
A minha essência é um pedaço de razão com demência,
de amor e vivência, de uma decadência
uma alma cultivada pelos prazeres,
dos desejos inerentes do meu ser feminino,
da mulher com o coração de menina,
da cristã que vive no mundo pecador,
da simplicidade com a raiz na vaidade, da mulher que sonha com o amor.
A essência da minha alma é morena,
de olhos castanhos cor de mel,
que ama a poesia e a música,
se deleita pelo homem que curou a sua alma,
de sorriso largo e andar de Lord, um menino
de olhar de esmeralda e uma voz de anjo
que voa livre nas asas do condor.
MÁRCIA MOLARINO - (Direitos Reservados).
Eheheheh... q delícia de paixão!!
ResponderExcluir