quinta-feira, 12 de abril de 2012

ROMPIMENTO.

Rasgou o véu,
trocou a fechadura,
a chave do amor foi jogada fora,
deu um adeus e foi embora.

Rompeu a aurora,
o céu por um instante tornou-se negro,
da cor da desilusão,
foi embora a paixão.

O brilho dos olhos disse adeus,
acenou com um lenço,
na ruas as malas no chão,
tudo não passou de ilusão.

O último verso da poesia  foi escrito,
em lágrimas e dor,
soltou um grito,
era o suspiro do desamor.

A história foi bonita,
parecia que seria eterna,
mas a traição apareceu na porta,
o amor pulou pela janela.

Não houve tempo de salva-lo,
foi morte instantânea,
a traição não foi perdoada,
a alma sangrou até a morte, toda dilacerada.

O rompimento tem as suas sequelas,
as marcas profundas em uma alma,
algumas com chagas tão profundas,
que jamais serão cicatrizadas.

Partiu o sonho,
junto levou os planos,
ficou apenas os restos dos panos,
de uma cortina de enganos.

MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

2 comentários:

  1. Nunca havia me identificado tanto com algo, como foi com esse seu poema Marcinha. Perfeito, é a minha historia na íntegra, até doeu!
    Beijos

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  2. Que bom minha querida Nancy, ficou muito feliz que tenha gostado do poema, escrever é algo que me faz muito bem, principalmente quando existe esta troca, beijos.

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