Água que brota em uma nascente,
sacia a sede da minha gente,
germina a semente,
de uma beleza transparente,
sem gosto ardente,
que toda nação alimente,
e sejam benevolente,
quando deste líquido não for carente.
Água cristalina,
perfume da sereia menina,
que brinca desde pequena,
com esta fonte da vida,
cresce é sente-se mulher,
como as cachoeiras gigantes,
usando um lindo diamante.
Água que atormenta com catástrofe,
um tsunami ou enchente,
não importa,
com ira destrói o que vê pela frente,
a natureza usa esta beleza,
para machucar a pobreza,
já tão sofrida e massacrada,
mas também destrói riqueza,
sem piedade ou medo,
é arrasadora,
devo confessar é pura tristeza,
a água da vida envolvida com a morte,
triste sorte.
Água da vida e da morte,
da dor e a alegria,
do banho e da comida,
da linda paisagem,
desenhada pelas mãos sagradas de Deus,
presente do Divino aos seus filhos,
dado com amor e carinho,
és o vinho branco sem sabor,
é o líquido do amor.
MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).
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