quinta-feira, 29 de março de 2012

A PORTA.

Relembro os dias em que passei na porta sentada,
descalça e cabelos desarrumados,
esperando você voltar,
as lágrimas da minha face escorre,
quando a tarde traz em minha memória,
aqueles  tempos de outrora,
que para os teus braços corria,
sabia que ganharia um doce,
bombons com certeza traria,
hoje a tristeza é grande,
a saudade é maior,
porque eu era feliz é não sabia,
simplesmente porque eu era uma menina.


Na porta da vida esperamos sempre alguém,
algum dia alguém foi esperado,
nem sempre a volta faria,
naquela porta não mais voltaria,
seria para sempre uma linda saudade,
ao lembrar que um dia,
feliz estava sentada naquela porta.


Hoje não existe mais o jardim,
a porta mudou de lugar,
a casa deixou a porta exposta,
mas mesmo assim tu não voltastes,
a minha espera foi enorme,
hoje navego no rio da saudade,
na memória da menina,
como eu gostava de ver o meu amigo passar,
como era bom te esperar,
aquele lindo menino que um dia partiu,
em outras portas bater,
outras meninas se encantar,
com o teu lindo olhar.

MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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