quinta-feira, 1 de março de 2012

A DOR DA PARTIDA.

A dor ingrata,
que corrompe cada parte do meu corpo,
surra a minha alma,
interrompe sonhos,
apaga desejos,
leva as vidas,
antes do coração gritar,
eu te amo.

A dor que deixa a poesia incompleta,
a fala do ator pelo metade,
a tela inacabada,
a lição em branco,
a página da vida sem cor,
o céu aberto.

A dor que não teve tempo de ser sentida,
o perdão que não foi dado,
a piada que não foi contada,
a canção ficou pela metade,
não houve tempo para o arranjo principal,
ficando sem sentido o amor,
a criança sem o balanço,
o idoso sem a bengala.

Teve na vida toda polpa,
a prepotência como companheira,
mas lá se foi sem vaidade,
o céu tentar abrir,
tentou enganar a todos,
na vida só fingiu,
mas a Deus não enganou.

A partida com dor ou não,
machuca quem fica,
até um dia na eternidade se encontrarem,
quando isto ocorrer,
não haverá mais partida,
não haverá dor e nem lágrimas,
não haverá sofrimento,
apenas paz ....................

MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).


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