O meu povo acorda de madrugada,
logo cedo para mais uma jornada,
alguns enfrentam um fretado,
outros trens e ônibus lotados.
O meu povo acorda de madrugada,
dorme o segundo sono encostado,
alguns tem mordomia,
vai dormindo sentado,
outros fazem de travesseiro o ombro alheio,
a maioria já está acostumado.
Antes de sair pede à Deus proteção,
a Nossa Senhora o amparo,
vai andando na escuridão,
puderá ainda são cinco da manhã,
vai com fé meu irmão.
O meu povo sofre de dia,
alguns tem dupla jornada,
o dinheiro é pouco,
fazem bicos para complementar,
para o arroz e feijão não faltar.
O meu povo é de paz,
luta e ganha o pão com seu suor,
não tem medo do trabalho,
faz de tudo um pouco,
mas chega no carnaval,
é meu Deus,
é a festa do povo,
com alegria no rosto,
vai cantando o samba com gosto,
como é lindo este meu povo.
MÁRCIA MOLARINO. _ (Direitos Reservados).
Só quem é do povo tem a sensibilidade para gostar dele. Antigamente, haviam os governantes que preferiam o cheio de cavalo ao cheiro do povo... Menos mal que hoje, temos os poetas e as poetisas que ensinam que cheiro de povo é bom! Beijusssssssssssssssssssss...........
ResponderExcluirObrigada. meu querido amigo Luis, pelo comentário. Um grande beijo.
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