sexta-feira, 16 de março de 2012

TELA.

Quantos caminhos terei que percorrer para crescer?
Quantas dores terei que sentir para aprender amar?
Quantas perguntas farei até descobrir 
que não existem respostas prontas,
terei que descobrir as minhas respostas,
que satisfaçam o meu coração.


Porque somos telas a serem pintadas.
Cada pincelada um dia.
Cada cor um amor.
Cada tombo um tom.
Cada contorno um encontro.


Telas linda, encontros felizes,
telas escuras, grandes torturas.
Momentos de amor, momentos de paixão,
em telas de harmonia, paz e fantasia.


Cada tela pronta, uma fase da vida vivida.
Cada tela incompleta, um fracasso vivido.
Cada novo sonho, uma nova tela a ser pintada,
com desejos, anseios, paixão, loucura,
com a alma e o coração.


Somos telas abstratas quando nada sabemos,
somos telas românticas quando enamoramos,
somos telas, somos telas,
porque somos vida.


Vida que não é igual,
vida porque somos desiguais,
na forma de amar e de viver,
de querer ser ou apenas de querer viver.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

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