sábado, 31 de março de 2012

O QUE VAI NA ALMA?

O que vai na alma de um ser humano,
por mais que se esconda,
por mais que fuja,
por mais que não queira lembrar,
a sua alma teima em relembrar,
os registros que oculta,
mas em sua mémoria estão registrados
os momentos de aterna doçura e,
de grande tortura?


O que vai na alma do enamorado,
por mais que fuja do seu sentimento,
presente está?


O que vai na alma de quem longe do seu rosto,
perto está?
O que vai na alma de quem deseja o rosto do amado esquecer,
mas ele sempre teima em aparecer?


O que vai na alma de quem foge,
perto de ti Lord o amor está?
O que vai na alma de quem é consumido pelo fogo do amor,
quase eterno?

O que vai na alma de um poeta,
que mesmo longe a poesia é criada,
à imagem do seu amado?
O que vai na alma de quem é atormentado pela paixão,
vivendo numa eterna tortura e ilusão?


O que vai na alma de quem o corpo é livre,
mas o pensamentos aprisionado pelo amor?
O que vai na alma de quem nunca deixou de amar,
mesmo longe,
depois de tantos anos,
depois das dores e sofrimentos,
o amor gritou e venceu?



O que vai na alma de quem mais perdoou do que foi perdoada?
O que vai na alma de quem nunca deixou de amar?


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).

2 comentários:

  1. O que vai na alma dos poetas ??? Isso me lembra os versos de uma canção francesa composta por Charles Trenet:

    L'âme des poètes - Charles Trenet

    Longtemps, longtemps, longtemps
    Après que les poètes ont disparu
    Leurs chansons courent encore dans les rues
    La foule les chante un peu distraite
    En ignorant le nom de l'auteur
    Sans savoir pour qui battait leur cœur
    Parfois on change un mot, une phrase
    Et quand on est à court d'idées
    On fait la la la la la la
    La la la la la la

    Longtemps, longtemps, longtemps
    Après que les poètes ont disparu
    Leurs chansons courent encore dans les rues
    Un jour, peut-être, bien après moi
    Un jour on chantera
    Cet air pour bercer un chagrin
    Ou quelque heureux destin
    Fera-t-il vivre un vieux mendiant
    Ou dormir un enfant
    Ou, quelque part au bord de l'eau
    Au printemps tournera-t-il sur un phono

    Longtemps, longtemps, longtemps
    Après que les poètes ont disparu
    Leur âme légère court encore dans les rues

    Leur âme légère, c'est leurs chansons
    Qui rendent gais, qui rendent tristes
    Filles et garçons
    Bourgeois, artistes
    Ou vagabonds.

    Longtemps, longtemps, longtemps
    La la la...

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