sexta-feira, 16 de março de 2012

CHUVA.

Hoje eu acordei e não vi o sol brilhar,
em compensação senti o vento no meu rosto tocar.
Hoje não senti o sol me aquecer,
mas senti o vento me acariciar.


Nem sempre a beleza está no brilho,
às vezes está no opaco,
nem sempre a beleza estará em um dia de sol,
mas na fertilidade da chuva.


Um dia de chuva é tão belo
quanto um dia de sol,
tem a mesma emoção,
envolve o coração,
acalma a alma,
inspira o poeta a compor,
uma linda poesia de amor.


A chuva que molha o meu rosto,
gruda a roupa no meu corpo,
e a mesma que me envolve com o outro,
na loucura do desejo de um encontro.


Como a água da chuva que corre,
eu corro para sentir na tua boca
o sabor dos teus beijos molhados,
envolvidos na água da chuva que cai,
busco ardentemente em ti,
a essência do nosso amor,
com cheirinho da chuva misturado com o jasmim.


MÁRCIA MOLARINO _ (Direitos Reservados).


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